Resíduos II

 

 

Resíduo é um traço que permanece, cortando a duração, do passado, reaparecendo no presente. esses tratam das primeiras materializações originarias do laboratório em construção no MIS. depois de muito organizar, limpar, pensar e errar, eis os primeiros resíduos claros, bem contrastados. em P e B. O negro invadindo o branco papel lentamente pauta todo o ritmo do corpo, a apreensão, o silêncio. a espera pela imagem. quanto de aura tem uma imagem? sim ha reprodutibilidade. mas quanto de aura pra mim tem esse resíduo? a angustia da espera, o longo percurso processual. esta ampliação é única! nunca haverá outra igual! nunca farei outra igual! pela primeira vez em toda a minha relação com fotografia penso em questionar Benjamim.

Alfred Stieglitz colocava a fotografia no patamar da arte quando igualava o atelier do artista ao laboratório- quarto escuro. independente se estava certo ou não penso agora na importância que tem o transitar por todo o processo para perceber a essência de cada materialização, diferentes entre si justamente pelo percurso da feitura, pelo percurso poético, que vai muito além da captura. ter acesso ao processo poético todo é e sempre foi a busca do Câmera Aberta. acho que estamos conseguindo.

 

Hug Nasc

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